Afinal, o que é café especial?
O café faz parte da rotina de quase todo brasileiro. Mesmo assim, muita gente nunca parou para pensar na qualidade do café que bebe.
Isso acontece porque raramente somos apresentados ao café por meio de um café especial.
Durante muito tempo, o primeiro contato da maioria das pessoas foi com um café extraforte, de torra muito escura e quase obrigatoriamente adoçado.
Foi assim que aprendemos que café é amargo. Que café bom precisa ser preto como petróleo. E que sua principal função é servir como uma espécie de remédio para acordar.
Mas todas essas certezas começam a se dissolver quando conhecemos cafés de melhor qualidade.
Café não precisa ser amargo
O café é o fruto de uma planta. Assim como acontece com uvas, cacau e outras matérias-primas, sua qualidade é influenciada pelo local de cultivo, pela variedade, pelo ponto de maturação, pela colheita e por todo o processo até chegar à xícara.
Um bom café pode apresentar naturalmente sabores e aromas que lembram chocolate, caramelo, castanhas, frutas e flores.
Nada disso precisa ser adicionado artificialmente. Essas características já estão no grão e aparecem quando ele é bem produzido, torrado e preparado.
A torra excessivamente escura faz justamente o contrário: cria sabores queimados e amargos que encobrem as características naturais do café.
Por isso, café forte, café escuro e café de qualidade não são necessariamente a mesma coisa.

Mas, afinal, o que torna um café especial?
A explicação pode parecer complicada, mas a ideia central é simples:
Café especial é um café produzido com muito mais cuidado.
Esse cuidado começa na lavoura, passa pela colheita dos frutos maduros, pela seleção dos grãos, pela secagem, pela armazenagem e pela torra.
Depois, o café é avaliado por profissionais treinados, que analisam características como aroma, sabor, doçura, acidez, corpo e equilíbrio.
É daí que vêm aquelas pontuações que aparecem em algumas embalagens. Tradicionalmente, cafés que alcançam pelo menos 80 pontos, em uma escala de até 100, entram na categoria dos cafés especiais.
Quanto maior a qualidade do grão e o cuidado ao longo do processo, mais complexa e interessante pode ser a bebida.
Café especial não é frescura
Ainda pode parecer estranho falar sobre origem, notas sensoriais ou diferentes tipos de acidez em uma bebida tão presente no cotidiano.
Mas fazemos isso naturalmente com vinhos, chocolates, cervejas, azeites e queijos.
Com o café, não deveria ser diferente.
Conhecer cafés especiais não significa transformar cada xícara em uma prova técnica. Significa apenas descobrir que o café pode ser muito mais aromático, doce e complexo do que aquele líquido extremamente escuro e amargo que, no passado, aprendemos a beber.
E talvez ele nem precise de açúcar.
Não porque adoçar o café seja proibido, mas porque, quando o amargor deixa de dominar tudo, você finalmente pode escolher.

E o que isso tem a ver com o Cabra Lab?
Tudo.
Quando dizemos que o Cabra Lab é um licor de cafés especiais, essa expressão não está ali apenas para deixar o rótulo mais bonito.
Escolhemos cafés de qualidade porque queremos preservar dentro da garrafa aquilo que eles têm de melhor: aroma, complexidade e sabor.
Afinal, um licor de café só pode ser tão bom quanto o café que existe dentro dele.
Porque café não precisa ser apenas forte.
Pode ser especial.
E pode virar Cabra.